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Mini pizza diferente e sapatos


Vi essa receita no folheto da empresa de produtos orgânicos que entrega verduras aqui em casa.
É mini-pizza com casca de gyoza. Essa casca é vendida nos supermercados do Japão. Será que vendem no Brasil em lojas de produtos japoneses?
Acho que no Brasil dá para substituir pela massa de pastel. Compre na feira e corte em quadrados.
No Japão os brasileiros, eu inclusive usamos essa massa de gyoza para fazer pasteizinhos fritos. Por isso imagino que dê para assar a massa de pastel também. Não sei ao certo porque não testei, é apenas uma sugestão.

Quando vi a foto do folheto duvidei que ficasse bom. A casca é fina não parecia própria para pizzas.




Quando fiz, surpresa: ficou ótima. O modo de preparar é bem simples.
Colocar molho de tomate e os ingredientes que quiser em cima da casca de gyoza. Nesse da foto coloquei queijo, atum e cebolas cortadas grandes e orégano.

Essa é a casca de gyoza, é bem fininha.
Preparei no forninho mas ficou melhor a que fiz no forninho embaixo do fogão japonês. Aquele onde se grelha peixe, sabe? É preciso tomar cuidado para não queimar, é muito rápido.

É tão fácil que não tem desculpa de dizer que não sabe cozinhar. Que tal colocar os filhos para preparar? É como brincadeira de criança. Coloque os ingredientes na mesa e peça para eles fazerem.

A Kiyomi do blog Sakura Pig veio me visitar na quinta-feira e fiz essas pizzas.
Ela trouxe doces deliciosos, obrigada pela visita e pelos doces.
Conversamos sobre vocês dos blogs amigos.

Mudando de assunto, pensei em escrever coisas curtas que não renderiam um post. Temas dos quais não tenho nem foto.

Kutsu o soroeru.
Em japonês soroeru quer dizer alinhar ou colocar lado a lado.
Kutsu significa sapato.

Como vc já deve saber, no Japão tiramos os sapatos para entrar em casa e na casa dos outros.
Os sapatos devem ficar alinhados, nem um cm na frente nem para trás. Não pode ficar torto em relação à porta de entrada também.
Os japoneses são educados desde pequenos a alinhar os sapatos.
(Mesmo que vc more no Japão, talvez vc não saiba mas) geralmente eles ficam muito incomodados quando isso não acontece. Sapatos largados separados tiram a paz de espírito dos japoneses. (Talvez incomode mais ainda as japonesas mais velhas).

Para mim, como brasileira, isso é irrelevante. Nem consigo soroeuru os sapatos direito.
Nem me lembro de fazer isso. Mas para os japoneses é muito importante.
Com isso, não estou dizendo para vc soroeru os sapatos. Escrevi para comentar algo peculiar deles.
Sei que as mães japonesas ensinam isso para as crianças. Aliás, se não aprendem dão muita bronca nas crianças. Mas como não sou japonesa, nunca forcei isso para o meu filho. Achava que um dia se quisesse aprenderia sozinho.

A ideia era escrever algo curto como um tweet, mas esse acima ficou mais longo.

Aqui vai outra:
Não se esqueça do protetor solar.
Nas farmácias japonesas vendem de rosto e corpo.


Shibuya, o bairro das variedades



Vejo que muita gente já veio algum dia, passa sempre, vem de vez em quando, mas todos (quem já conhece) tem alguma recordação boa do bairro de Shibuya em Tokyo. Por isso resolvi postar mais algumas fotos de lá.






O cruzamento na frente da estação fica assim, cheio de gente.



Quando o farol quase fecha, vai diminuindo gente.

Agora é vez dos carros.

Tem um lugar novo em Shibuya que se chama Mark City. Gostei porque é um corredor, a gente anda do Dogenzaka e sai já dentro da estação de Shibuya. (nem sei se é novo, mas para mim é novidade)
No corredor havia essa padaria francesa chamada Jean François. Tinha pães lindos, não resisti e entrei. Pedi um chá gelado e um brioche, aquele pão da Maria Antonieta. Esse estava fofinho por dentro. Muito gostoso. Jean François parece que é um padeiro famoso na França.


Você escolhe os pães, pode levar para casa ou comer aqui mesmo, tem cadeirinhas e mesas redondas pequenas como nos cafés de Paris.

A loja HM de roupas. Olhem mais gente com sombrinha, essa parece meio quebrada. No post anterior recebi comentários dizendo que seria uma boa ideia usar sombrinha no calor do Brasil, concordo. Um dos comentários dizia que existe esse costume no Nordeste do Brasil. Mas o nordeste é grande, onde seria exatamente?

Só para chocar mais, o cardápio do Kujira-ya, restaurante que serve carne de baleia. Fiquei pasma com a variedade de pratos. Não li por isso não sei dizer se são todos de baleia.

Fui tirar visto para um certo país que exige visto dos brasileiros. A embaixada fica a 20 minutos da estação de Shibuya. Saindo do burburinho das ruas lotadas, surge um bairro muito tranquilo. Caminhando, vi esse cachorrinho com cara na moita. (aliás esse assunto é recorrente, rsrs)

Olhando melhor era um enfeite de cachorrinho. Uma graça. Alegra a vida dos que passam por ali.

O famoso 109. Ali dentro tem várias lojas de moda jovem. Entrei lá. As compradoras e vendedoras eram muito bonitinhas, parecem bonequinhas com roupas coloridas.

Mudando de assunto, vou colocar hoje uma dica simples que não renderia um post mas queria passar apesar de não ter nada com o post sobre Shibuya.

No Japão, cuidado com o envelope. Existe envelope para celebrações e envelope para os mortos.
Fica um pouco triste errar o envelope. Na dúvida pergunte para alguém.





Essa semana está fazendo um calor do cão no Japão todo.
Fui a Shibuya em Tokyo essa semana.
Aproveitei para tirar foto do cãozinho Hachiko (pronúncia ra-ti-co-o) conhecido como o cão fiel.
O dono de Hachiko era um professor universitário. O professor saía para trabalhar e no fim do dia, Hachiko ia buscar o professor na estação de Shibuya. Um dia o professor morreu.
Nesse dia também Hachiko foi buscar o professor na estação. Mas o professor não retornou. Hachiko continuou por 9 anos a buscar o professor na estação de Shibuya no fim da tarde. Eventualmente Hachiko foi dado para outra pessoa, mas assim mesmo ele escapulia e ia ver se o professor aparecia na estação de Shibuya.
Famoso por sua lealdade, ganhou até estátua na frente da estação de Shibuya onde ele aparecia sempre.
Recentemente a história do cão fiel virou filme com Richard Gere, mas passado em outro país e outra época.





Que horror, flagrei um restaurante de carne de baleia. Fiquei me sentindo mal só de passar na frente. O restaurante se chama Kujiraya (kudirá significa baleia) e fica perto da estação de Shibuya.




Aqui é o famoso cruzamento que vai para todos os lados. Não sei se é invenção japonesa, mas ouvi a Alemanha e mais algum outro país adotou esse tipo de cruzamento. Deste ponto que sai da estação saem várias ruas. Então as pessoas vão para o lado que querem.
Sempre tem muita gente.
Não está chovendo, as japonesas usam para se protegerem do sol.


Queima de fogos/ hanabi e doce de leite


Não consegui tirar fotos boas com a câmera. Essas estão pequenas porque foram tiradas por celular.


Todos os anos há queima de fogos de artifício por volta do Dia do Mar em Yokohama. Esse dia foi no domingo dia 18 de julho. Esse ano vimos os fogos do apartamento de uma amiga que fica no 22. andar de um prédio. A vista é ótima e queria mostrar para vocês.


Nessa foto os fogos saíam de um cabo ou corda para os lados a partir de um barco, não sei explicar bem porque na verdade não enxerguei direito e não consegui ver exatamente.

Gosto muito dos fogos, o som parece o som do nosso coração batendo forte.

A torre se chama Marine Tower. Você pode subir e ver a paisagem.
Verão é época de fogos de artifício no Japão. Há queima no Japão todo nessa época.


Hoje, 21 de julho, chegou um pacote do Brasil. Quem enviou foi a Mônica do blog Moniquinhaquinquinha. Ela me mandou docinhos porque adivinhei onde ela estava numa foto de uma postagem no blog dela. Na foto havia muita gente.

O Correio do Japão colou muita coisa na caixa.

Esses são os doces. São doces de leite e estão uma delícia. Eu já estava quase esquecendo do sabor do doce de leite do Brasil mesmo. Com alegria relembrei. A Andréa, do blog De Tudo um Pouco (irmã da Mônica) disse que comprou no Mercado Central de Belo Horizonte.
Obrigada Mônica e Andréa.


Horta pequena, lanche para as férias


Esse ano (também) plantamos
legumes na nossa mini mini horta.


Esse ano comprei mudas já com os legumes no pé.

Ano passado Fabiano do blog Musgo do Campo
elogiou minhas plantas. Mas sem modéstia,
acho que as mudas japonesas é que são boas.
É só plantar em terra boa(comprada também)
e regar todos os dias, nada mais.
Vamos ver com ficam.
Fiquei contente que muita gente se animou
a plantar flores, legumes
depois de ver meu post e perceber
que é muito fácil.
Acrescentaria que é gratificante também.
Criar filhos é difícil, muitas vezes
não sai como vc imagina.
Mas com plantas é diferente.
Elas respondem bem, respondem ao seu carinho
e cuidado. E no fim tudo dá certo.

Mudando de assunto:


Começam as férias nas escolas japonesas
e as crianças passam a almoçar todos os dias em casa.
Hoje venho com uma sugestão de comidinha
para as crianças.
É fácil, nutritiva, gostosa.
Já vi esse prato com nome de tacos, burritos,
wraps e tortillas recheadas.
Seja qual for o nome, o modo de preparar é simples.
As crianças mesmas podem colocar
os ingredientes sobre a tortilla, enrolar e comer.

Esse que preparei tem frango desfiado, temperado e refogado.
Alface cortada em tirinhas e tomates cortados em cubinhos pequenos.
Vc pode servir milho, queijo e outros ingredientes também.
O importante é ter as cores do farol ou semáforo:
verde, amarelo e vermelho no recheio.

A tortilla Tia Maria (congelada) comprei no supermercado OK
que fica dentro do Home's em Yokohama.
Acho que vc pode achar em outras
cidades grandes do Japão.
Será que tem vendendo no Brasil?
No México as pessoas fazem as tortillas.

Esse prato é bom não só para crianças, mas
para festas, lanches em geral.
Sempre fiz com carne moída, mas
esse de frango fica bom também.


O professor escondido na moita





O cachorrinho não tem nada com o que vou contar hoje,
mas o fato se passou nesse parque que se chama
Taki no Koen e fica em Yokohama, aqui perto de casa.

Antes de contar o ocorrido preciso explicar três coisas:
1- Nas escolas japonesas os alunos geralmente vão andando para a escola.
Não existe isso dos pais levarem de carro.
2- Os professores das escolas cuidam dos alunos
mesmo fora da escola. Para mim isso é estranho pois quando
estudei no Brasil, os professores só mandavam nos alunos
dentro dos muros da escola.
3- Meu filho passa pelo meio desse parque acima quando volta
da escola.

Explicado isso vou contar uma coisa.
Não sei se choro ou dou risada. (Mas por enquanto
estou rindo...)
Na terça-feira meu filho me contou o seguinte:

-Eu estava voltando da escola com os colegas
e passei pelo parque. Estava chutando uma
garrafinha pet pequena de Coca-Cola.
Levei o maior susto quando vi um professor da escola
aparecer de repente e me dar a maior bronca.
Ele estava escondido atrás da moita. Ele falou:
-Aha! Te peguei! (kora nani o shiterunda!)

No dia seguinte meu filho passou de novo por esse parque.
Dessa vez chupando sorvete (é proibido chupar sorvete
na volta da escola). De novo o professor estava escondido
atrás da moita!

Sei que muitos de vocês são professores ou ex-professores.
Já se esconderam atrás da moita para pegar
alunos de surpresa? Imagino que não.
Isso é tão surreal que beira o absurdo.

Perguntei como é esse professor. Segundo meu filho
ele é novo na escola, está na faixa dos 50 anos,
é muito bravo. Implica com os alunos, ofende (os alunos)
e não se relaciona bem com os outros professores.

Está o maior calorão aqui no Japão.
Fico admirada com a dedicação desse professor
de ficar no parque enfrentado o calor.

Há meninas também que atravessam o parque.
Já pensou se veem um homem (um senhor!) escondido atrás da moita?
Pode parecer outra coisa, não?

Professores de todos os níveis aqui no Japão
são respeitadíssimos.

Estou contando isso porque achei tão abusurdo
que queria compartilhar com vocês.

O Japão é um país seguro, de pessoas respeitosas.
Mas o estrangeiro que mora aqui já deve ter visto
absurdos assim que parecem saídos
de mangás. Já viu?


Ciclovia com árvores


Quando escrevi sobre malas disse que ia viajar.
Mas só vou viajar no dia 7 de agosto.

Essas fotos abaixo são de uma ciclovia que uso
quando vou de bicicleta ao supermercado
Ito Yokado ou para os lados do Yamashita Park
em Yokohama.


Nessa época do ano, verão, as folhas ficam verdinhas.
Fazem uma sombra boa e fica gostoso
andar de bicicleta por aqui.
Não é uma via muito longa, tem
cerca de um quilômetro de extensão.
(estou chutando)

Gosto desses lugares onde as árvores formam um túnel e tampam o céu.
Gosto de estradas assim também.
No caminho para o aeroporto de Salvador tem
uma estrada assim, acho que com
bambus dos dois lados. É muito bonito.

Esse não é um lugar turístico nem famoso.
Só as pessoas do local conhecem, mas queria mostrar
para vocês.
Acho que em todos os lugares, mesmo pertinho
da sua casa existe um lugar simpático e bonito
que só você ( e a vizinhança) conhecem.

Pode ser uma pracinha, uma igrejinha,
um mercado, uma rua tranquila,
um córrego limpinho.
Só depende de você ter olhos para enxergar.
Enxergar com o coração.

Restaurante francês em Yokohama Motomachi


Nunca vi gostar tanto de comida francesa como os japoneses.
(depois dos franceses, claro)
Na região de Tokyo, Yokohama há muitos.
Essa região da foto se chama Motomachi e fica em Yokohama.
Nessa rua tem mais restaurantes franceses
e italianos que japoneses.

Frente do restaurante El Ella. Pessoas desconhecidas andando.
Ao contrário do que muita gente pensa, existem
japoneses gordinhos no Japão.
Especialmente em frente a um bistrot francês.

Foie Gras, compota doce e saladinha.
O certo é foie ou fois? Já vi os dois.

Salada Niçoise.

Gente, esqueci o nome do prato. Mas é peixe enroladinho
com legumes e creme de cenoura embaixo.

Obrigada pelas dicas de como fazer malas.
Vou anotar todas e seguir. Já estou me sentindo mais confiante dessa vez.
Vocês tem realmente ideias geniais.
Obrigada.

Obrigada também pelas felicitações
pelo meu aniversário por e-mail, telefone
e pessoalmente.
Fiquei muito contente mesmo.
Juro que me senti menos só apesar de estar
tão longe dos parentes e amigos do Brasil.



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