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como ensinar português e japonês ao seu filho



Adendo: se a leitora Mika que tem uma filha de dois anos estiver lendo,
gostaria de responder as perguntas por e-mail.
Meu e-mail é bom.pink1@gmail.com
que está tb do lado direito, perto do meu perfil.

Chegou a época do sakurá, flores de cerejeira no Japão.
Esse tipo floresce antes do tipo cor-de-rosa mais clarinho.
Tirei essas fotos num parque perto de casa.




Gosto delas assim de perto também.

Mas esse ano continua muito frio, ontem até nevou
um pouquinho em Yokohama.




O texto de hoje é um pouco longo, mas peço para lerem com cuidado. Principalmente se vc mora no Japão e tem filhos pequenos. Pode ir lendo aos poucos, ler outros blogs e voltar.

Tem duas coisas que me marcaram.
A primeira foi uma francesa casada com japonês. O filho dela na época tinha 5 anos e essa mãe falava só francês com ele. Perguntei como e porque ela fazia isso. Ela respondeu que não tem com quem falar francês no Japão, então fala com o filho, assim ele vai aprendendo. Era uma gracinha, falava francês. Minha impressão: falando uma língua em casa, no caso dela francês, a criança aprende e fala, mesmo que seja só ela a falar francês. Conclusão: achei que poderia fazer o mesmo com o português quando tivesse filho.

A segunda foi a seguinte: uma família de descendentes de japoneses que conheci aqui o Japão.
Tinha avó, mãe e um filho de 10 anos. A mãe não falava bem japonês, mas o filho era fluentíssimo.
Na escola dele me contaram que ele veio pequeno para o Japão e estudou a vida toda em escola japonesa. Daí tirei a conclusão de que independente da língua que se fala em casa, se estiver frequentando escola japonesa, a criança vai falar bem japonês.

A partir daqui começo a contar a experiência que tive com meu filho intercalada com outras ideias. Experiência na qual os dois fatos acima foram muito importantes.

Eu sabia que indo à escola japonesa, meu filho aprenderia japonês naturalmente. Por isso decidi falar somente português com meu filho, desde que ele nasceu. Sempre conversei em português, lia livros infantis em português. Falava brincando para ele: -Para vc eu não sei japonês, só sei português - e me mantive firme.

Hoje ele está com 13 anos. É fluente em japonês e português. Lê, fala e escreve ambas as línguas.
Se eu tivesse falado só japonês em casa ele não teria aprendido português. Eu não queria de jeito nenhum fechar uma porta para o meu filho. Senti que se não ensinasse o português estaria fechando uma porta. Quanto mais línguas souber, acho que será melhor para o seu futuro.

Vejo muitas famílias não-japonesas que só falam japonês com os filhos. Por exemplo: nunca vi nenhuma filipina ensinar a língua deles para os filhos. Mesmo falando mal japonês, só falam japonês. Por outro lado, todas as francesas que conheci sempre falam francês com os filhos. Os americanos e ingleses também sempre falam inglês com os filhos, mesmo vivendo no Japão.

Aqui é uma teoria minha, teoria seria exagerado, mas um pensamento meu: Reparei que as pessoas que tem orgulho do seu país e da sua cultura ensinam a língua para os filhos. Caso dos franceses, americanos e ingleses. Eu também, porque tenho orgulho de ser brasileira, amo e acho linda a língua portuguesa.

Não posso dizer com máxima certeza, mas tenho a impressão que as filipinas tem vergonha do seu país e ao mesmo tempo acham o Japão o máximo, por isso falam só japonês com os filhos.


Acho também que a língua carrega consigo a cultura do país. Se não falasse português com meu filho ele não saberia como é a cultura brasileira. Os brasileirinhos que só falam japonês não sabem como é a cultura do Brasil.

Esse é um caso a parte, mas conheci uma brasileira nissei que demonstrava orgulho por seus filhos só falarem inglês e quase nada de português. Ela falava sorrindo e com muito orgulho que seus filhos não conseguiam se comunicar com os parentes quando iam ao Brasil. Sem comentários.

Peço aos brasileiros que vivem no Japão que pelo menos conversem com seus filhos em português. Senão, um dia vc só vai conseguir falar coisas básicas com ele em japonês. Discussões mais difíceis ou falar de seus sentimentos ficará muito díficil. Falta de tempo não é desculpa. Perceba que vc está tirando uma oportunidade da vida dele. Como será se um dia vc voltar ao Brasil e seu filho não dominar a língua portuguesa? Por outro lado, se pretende viver no Japão, é essencial que vc e seu filho aprendam o japonês. A vida dos dekassêguis tomou outros rumos. O ideal seria aprender ambas as línguas. Sem se esquecer do inglês. Quem não domina o inglês hoje em dia, é um analfabeto em nível mundial. Desculpe a sinceridade, mas quando vc sai do eixo Brasil-Japão essa é a realidade. O inglês ajuda muito a se comunicar com quem quer que seja. Mas o inglês não faz parte da discussão de hoje.

Talvez seja só impressão, mas reparei que pessoas com escolaridade mais alta ensinam mais de duas línguas para os filhos. Já as pessoas de escolaridade mais baixa só ensinam uma. As causas podem ser tão diversas que renderiam um novo post.

No começo talvez eles vão misturar tudo. A idade crítica é 7 anos. As crianças bilingues podem ficar um pouco mais atrasadas que aquelas que só vivem com uma língua. Na classe do meu filho no primeiro ano da escola primária tinha uma americana, um inglês, os 3 não falavam tão bem japonês nem inglês e português quanto crianças da mesma idade com uma só língua. Mas é preciso ter em vista que estão aprendendo duas línguas. Eu tive paciência e segui em frente. Hoje ele é fluente nas duas. Crianças bilingues ficam um pouco mais atrasadas, se atrapalham, mas tendo paciência e com um olhar no futuro, elas terão sucesso. Acho que não é bom desistir só porque estão um pouco atrasados ou confundindo as línguas. Lá pelos 10 anos de idade elas alcançam as outras e podem ir até melhor na escola que os outros. Muitos pais ficam desesperados porque comparam seus filhos aos monoglotas, mas isso não faz muito sentido.

É preciso ter método, acompanhar os estudos, tentar aumentar o vocabulário nas duas línguas, ensinar e aprender brincando. Assim deu certo para mim e meu filho. A maior alegria é poder se comunicar com japoneses e brasileiros da mesma maneira.

Meu filho não tem sotaque de gringo. Isso é estranho porque a maioria das crianças brasileiras ( bilingues ou trilingues) criadas fora do Brasil pegam sim, sotaque de gringo. Pegam vários sotaques: de americano, sueco, alemão, japonês, etc...
Eu até vi um blog muito engraçado.
A família é brasileira e mora há anos nos EUA. Ela mostra um vídeo com o filho de 8 anos que é uma graça e tinha o título de -meu filho fala como gringo (ou coisa parecida)-
Brasileiros que já viram muitos desses casos ficam intrigados e me perguntam como é que eu fiz para meu filho não ter sotaque de gringo. Sinceramente não sei. Muito contato com a língua talvez. Eu posso dizer como fiz para ele ser fluente em português, mas o sotaque não sei. rsrs
Já sei, vou perguntar para ele mesmo.
Conheci uma sansei que morava no Japão e falava só japonês com a filha. Porém essa mãe treinava as sílabas la-le-li-lo-lu com a filha de 8 anos porque elas não existem em japonês. Acho uma forma interessante para minimizar o problema do sotaque de gringo. Para as crianças que moram nos EUA seria bom treinar o ão de pão, São Paulo. Senão eles falarão: sao, pao.

Há muito que gostaria de escrever ainda, mas hoje ficarei por aqui.
Obrigada por chegar até aqui.


40 comentários:

Desabafando disse...

Primeira coisa, as fotos estão lindas. E li seu post e achei altamente importante e muito interessante. Confesso que se um dia eu tiver filhos quero ensinar mais de 1 língua desde pequeno. Acho que quanto mais cedo mais fácil fica não? Só fiquei curiosa pra saber se seu filho não teve dificuldades em nenhum momento quando vc começou esse esquema com ele? Ele não tentava falar em japonês com vc ou se confundia e falava português na escola? Acho sim importante saber falar a língua do país de origem dos pais porque nunca se sabe o dia de amanhã não?

Minha ex chefe tem 1 garoto pequeno. Ela o matriculou numa escola francesa de SP. Nas aulas ele só fala francês e em casa só português então bem novinho ele já conseguia se comunicar nas 2 línguas. Era interessante quando ele aparecia no escritório e falava algumas palavras em francês. Eu ficava admirada! Acho que assim é bom, porque eles não sofrem depois tanto pra aprender né? Eu fui começar inglês com 12, 13 e tive dificuldades no início.

Anakoelho disse...

Olá!
Passando por acaso e adorei suas fotos,linda essa árvore,as ruas...tudo mto bonito.
Uma ótima semana pra vc.



Ana.

Meri Pellens disse...

Tenho um casal de vizinhos que quis ensinar alemão p a filha caçula, mas não deu certo. A menina misturava tudo rs... não saía nem alemão nem português corretamente. Acontece que tanto pai como a mãe falavam tbm os dois idiomas com a pequena. No caso, para funcionar, teria que ser um só falando sempre apenas determinada língua, não?
Bjos na alma, querida.

Nádia Mara disse...

Elisa,

Penso como você, devemos ter orgulho do que somos e passar isso aos nossos filhos.
Tenho muita pena que meus antepassados espanhóis e italianos não pensavam assim.

Um grande beijo

Fabiano Mayrink disse...

li tudinho Elisa, bem que eu comentei no outro post seu, q em minha opiniao tambem seria em casa falar a lingua do pais de origem e na rua ou na escola etc falar no caso ai o japones,

eu fui ter contato minimo com o ingles na 5° serie pois o ensino publico daqui na epoca so ensinava ingles nesta serie, ingles muito basico e com 12 anos comecei a frequentar aulas de cursinho no ccaa, nunca tinha tido contato com pessoas que falavam ingles, estou quase formando no cursinho mais sei que nada sei, tenho dificuldades, acho que nao se aprende uma lingua assim da noite para o dia, e as vezes nao sei como estudar para fixar a lingua, enfim vamos vivendo rs um abraço!

ps: a Yoi ja deu um botao!!!

Laély disse...

Oi, Elisa! Encantadora essa época, aí no Japão.
A minha sogra é descendente de pomeranos. Tá. É uma língua morta, mas ainda hoje, em alguns lugares do ES é falada.
Ela não ensinou a língua para os filhos, pois não queria que eles falassem algo que o marido, meu falecido sogro, não entendesse. Resultado: hoje, meu marido que trabalha numa região de pomeranos, não conhece a língua, o que lhe facilitaria a comunicação.

Na casa da minha amiga Cynthia, o marido fala francês com os pequenos e ela, português.

Tudo que agrega, é válido e útil.
Abraço!

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Elisa, que post fantástico. Pela beleza do sakura e pelo texto.
Esse relato é importantíssimo, a sua experiência pode servir de luz pra muita gente com filho pequeno.
Eu vejo na minha família, algumas crianças tb frequentam a escola japonesa. Mas minha prima, como vc, proibiu que se falasse japonês em casa. E o menino fala com desenvoltura, sem sotaque (bom, tem sotaque paranaense dos pais rs).

Da mesma maneira que conheço outros casos que a criança faz de tudo para esconder sua origem brasileira. Tem vergonha do Brasil.

Nunca vi um filho de filipino que fala tagalog. Mesmo filhos de peruanos, não vejo falar espanhol.

Esse post é muito importante. Um perfeito recado para muitas mães que vivem no Japão e sem querem negligenciam a educação de seus filhos, não oferecendo raízes. Não são crianças japonesas, mas tb não podem deixar de ter uma identidade brasileira.

Bjos, parabéns por ter seguido o caminho correto.

Frames for you disse...

Lindas as fotos, aqui em nagano ainda nw foresceram os sakuras.
Acho legal ensinar varias linguas para as criancas principalmente porque elas aprendem rapido, tenho uma colega q tem 2 filhas que sabem japones, portugues e espanhol isso pq a mais nova so tem 3 aninhos, bjoss

Diego Borges disse...

Eu amooooooooooooooooooooooooooo cerejeiras em Flor lembra muito o nosso YpÊ daqui, sem contar que eu assisto muito desenho japonês ( Naruto por exemplo kkkkkkkkkkk)e nas cenas que eles poe essas arvores são de encher os olhos.

Com relação as línguas vc esta certa , não podemos ter vergonha de falar nossa lingua. Eu sinto muito orgulho quando vou instalar um programa e tem la as duas opções de portugues, nosso e o lusitano pois é um reconhecimento da nossa identidade. Sei que é errado mas costumo dizer que não falo português, falo Brasileiro kkkkkkk

Eu também preciso muito aprender Inglês mas minha renda não permite alem do tempo que é curto uma vez que vc paga mais de 140 reais pra ir 4 vezes no mes aprender. No entanto sei da importância e não é de hoje que planejo faze-lo . Mas logico que sera apenas depois que eu aprender a falar Espanhol que eu acho lindooooooooooooooooo Eu amo Espanhol, cheguei ate comprar um livro pra ver se aprendo sozinho ja que eu entendo ele quase que perfeitamente mas ainda estou arranhando muito no hablar kkkkkkkkkkkkkkkkk quem sabe mais na frente eu não consiga domina-lo sem ter que pagar esse absurdo pra uma escola não é ?
Um abração !!!!!!!!!!!! :)

Angela disse...

Elisa,
Parabéns por ter ensinado português ao seu filho, isso é responsabilidade, amor e disposição. Sinceramente não entendo pais que falam outro idioma e negam ensinar aos filhos, deve ser pura preguiça. Os sakurás
são de uma beleza fascinante.
Mto pertinente seu texto, parabéns, certamente terá mta valia para pessoas do mundo inteiro.
Obrigada pela visita.
Bjs

Fala Mãe! disse...

Elisa querida! Também concordo que a mãe estrangeira tem que falar a lingua maternal com o filho, seja qual for o país que more. Só vai acrescentar para a criança e criar um vinculo muito forte entre eles.
Ah, adorei suas fotos, sou apaixonada pelas cerejeiras do japão, um show de beleza e poesia.
beijos
Cynthia

Carol P disse...

Lindas fotos!
Vc esta certissima em dar a oportunidade de seu fliho aprender as duas linguas. Na Europa eh muito comum familias, aonde os pais sao de paises diferentes e moram num terceiro pais, e na maioria das vezes as criancas falam as linguas materna/paterna, mais a lingua do pais. Eh aconselhavel o pai e a mae falarem a sua lingua meterna com o filho, pois a lingua do pais sera aprendida an escola. E ai esta o ponto colocar cedo na escola, para ele aprender quando for mais novinho. Dizem que mais de tres linguas nao eh aconselhavel, e o q vc comentou a respeito de demorarem mais, muitos pais ja me comentaram isso tambem.
Fato interessante eh que quando sao mais filhos, as criancas falam entre elas a lingua do pais, ou melhor a lingua que foram alfabetizados e com os pais a lingua estabelecidade, ja toda familia junta, varia se ambos os paises sao da mesma nacionalidade ou nao.
Isso eh so minha visao e opiniao, mas acho que nao da para isolar os filhos so na nossa cultura ou so na cultura do pais, pois dai estaremos fechando portas e nao permitindo que eles sejam cidadoes multiculturais literalmente.
Bjs

mika disse...

Acho que cada caso e diferente do outro. Na minha casa so falamos portugues, mas minha filha fica na creche japonesa o dia todo. Ela ainda fala muito pouco, com 2 anos, mas ja da sinais de que prefere o japones. E quando fala portugues ja tem sotaque. Eu insisto no portugues por teimosia: estudei letras e amo demais a lingua portuguesa para deixa-la de lado. Mas sei que do mesmo modo que meus pais e meu marido, nisseis, viraram brasileiros apesar dos pais japoneses, a probabilidade da minha filha se identificar mais com a cultura japonesa e muito grande.


O seu filho frequentou a creche ou o maternal (youchien) antes da escola primaria? Com quantos anos voce comecou a alfabetizacao em portugues?


Desculpe a curiosidade, mas esse assunto me interessa muito. E agradeco muito sua disposicao para compartilhar sua experiencia bem sucedida.


Um abracao

Ana Carolina disse...

adorei seu texto :DD

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Fabiano Mayrink disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Farofa de Batata =] disse...

Tô com tempo super reduzido mas faço questão de passar aqui ^^

Boa Quarta!
Miquilis
Bru

mar e ilha disse...

O mais bacana de toda esta estória é que vc interessou-se em ensinar português ao seu filho para que ele tivesse orgulho do nosso país e da nossa cultura, assim como você. Fiquei emocionada. Parabéns

Mônica disse...

oi

Mônica disse...

oi

Mônica disse...

Elisa
Estou maravilhada com o que li.
Tenho orgulho de ser sua amiga porque demonstra amor pela nosso Brasil.
Isto é o antigo patriotismo que hoje não existe mais
Muito obrigada
com carinho Monica

Mônica disse...

Elisa
Há muito tempo que não vemos mais o sinal no rosto de |NOssa Senhora.
Agora as autoridades também silenciaram a respeito.
O que vale é a fé. e o não fanatismo.
Com carinho MOnica

Ricardo disse...

Ótima sua atitude em relação a criação de seu filho, Elisa.

Deveríamos ter mais brasileiros com sua índole, seja no exterior como aqui mesmo no Brasil.

Abraço e tenha um bom dia!

Anônimo disse...

Achei sábia e sensata sua conclusão. Concordo com tudo. Meus dois netos, a garotinha com 3 anos e o menino com 15 anos, estudam ambos em colégio bilingue aqui em Resende. Inglês e português. Os resultados são surpreendentes, principalmente com a menina.
Quero aproveitar para enviar meu abraço pascal e o desejo de que vcs tenham uma linda e muito feliz Páscoa; tão linda como as flôres das fotos. Bj. Lenora

Elisa no blog disse...

DESABAFANDO,
Achei muit interessante a história da sua ex chefe. Acho que meu filho não se confundiu quando era pequeno. Quando se começa cedo, eles começam sem a noção de que são duas línguas diferentes. Dava até a impressão de que ele achava que era uma língua só. Não sei explicar direito, mas aos poucos ele ia aprendendo a se expressar cada vez melhor nas duas línguas.

Ana,
Obrigada pela visita e volte sempre.

MERI,
Também acho que funciona melhor quando um só fala uma determinada língua. Mas me lembrei do caso de uma amiga da minha mãe: ela falava tudo completamente misturado, português e japonês. Mas as filhas aprenderam bem ambas as línguas. Minha mãe só falava português comigo, mas japonês com outras pessoas e aprendi muito só de ouvir. E esse casal desistiu de ensinar alemão para a filhinha? Acho que no começo é assim mesmo, muitas crianças se confundem, mas vale a pena insistir porque um dia no futuro elas não farão mais confusão.

NÁDIA,
então quer dizer que vc não aprendeu espanhol e italiano com eles? E as sementinhas germinaram? AS do Fabiano para quem enviei na mesma época já deram flor em Minas Gerais.

FABIANO,
Falei de vc no comment aí de cima. Vi um prof. de inglês aqui no Japão falando o seguinte: além das aulas da escola, é muito positivo levar a língua inglesa para a sua vida, aos poucos. Como? Lendo livros e revistas, ouvindo música, escrevendo cartas, vendo filmes sem legenda. Enfim, aumentar as ocasiões de contato com a língua inglesa. é o que tento fazer. Assim a gente vai fixando melhor aos poucos.

Elisa no blog disse...

LAÉLY,
Já tinha ouvido falar que existem pomeranos no ES. Antes pensei que no Brasil só haviam em Pomerode, SC. Já visitei a cidade, parece um pedaço da Alemanha. Aliás, a Pomerânia é na Alemanha, não? Que pena seu marido não ter aprendido pomerano.

ALE,
Na verdade não proibi meu filho de falar japonês em casa. Eu é que disse que falaria só português. Ele fala bem português, mas comigo fala mais japonês que é mais fácil para ele e eu só respondo em português.
Nunca vi crianças que tivessem vergonha de serem brasileiras, que pena ter que ser assim.
Fiquei contente com o que escreveu. Espero estar ajudando e alertando as pessoas que têm filhos pequenos e que ainda podem evitar um estrago maior.

FRAMES FOR YOU
Não sabia que vc é de Nagano! Que legal, muito neve, não? Que beleza essa menina falar 3 línguas! Os pais estão de parabéns.

DIEGO,
Eu tb confesso que sinto uma pontinha de orgulho ao ver português do Brasil nas opções do Google.
Há um site chamado English Town onde vc pode aprender inglês online grátis. Espero que de alguma forma vc prossiga seus estudos de inglês, seria muito importante para a sua carreira. Mas quando aprendi inglês meu maior objetivo era fazer amigos, poder me comunicar com as pessoas.

ÂNGELA,
Vc sempre me anima tanto com os seus comentários! Eles sempre mostram os pontos que eu, implicitamente gostaria que as pessoas percebessem. Vc saca tudo, muito legal.

Elisa no blog disse...

CYNTHIA,
Sei que na sua família vcs fazem um trabalho rico e exemplar com seus filhos, ensinando francês a eles. continue assim. Enfim estou podendo colocar foto das cerejeiras.

CAROL P,
Seu comentário é muito interessante e mostra que vc observa bastante o assunto. Como vc disse, é muito importante os pais falarem a sua língua com o seu filho.

MIKA,
São tantas perguntas importantes, acho que não daria para responder tudo aqui, vc poderia me escrever no e-mail?

ANA CAROLINA,
Eu adorei a sua foto, adoro cor-de-rosa.

BRU,
Obrigada pela visita, anda muito ocupada?

Elisa no blog disse...

MARÍLIA,
Acho que quando moramos no exterior, começamos a ver o Brasil com outros olhos e passamos a sentir saudade e nos lembramos das coisas boas daí.

MÔNICA,
Que bom que vc gostou do texto, o Brasil é um país maravilhoso e vendo seus pontos positivos, temos mais é que dar valor e ter orgulho.

RICARDO,
Obrigada pelo comentário, fiquei contente com o que escreveu.

LENORA,
Eles falam mais inglês ou português nesse colégio? A experiência é interessante. Obrigada por relatar e enriquecer este blog.

Dea アンドレア disse...

OI Elisa,
lindas as fotos, adoro essa época.
E parabéns pelo seu empenho em ensinar portugues para o seu filho. Muito legal...
Eu vi sua pergunta sobre o filme do Chico Xavier. Tem um site q disponibiliza os filmes para vc assistir on line pelo computador.
Se vc quiser, eu te aviso qdo sair o do Chico.
bjs

Gesiane disse...

Elisa ADOREI... eu quando tiver meu filho vou ensinar duas linguas... mesmo que seja aqui no Brasil vou fazer ele aprender nem que seja o básico... ainda não sei se será nihongo ou inglês mas é uma coisa que quero por em prática e como vc mesmo disse é abrir uma porto para ele desde o início!!!

beijos

Luma Perrete disse...

A melhor idade pra se aprender um idioma é quando a criança é pequena mesmo.

Eu dava aula numa escola de imersão em língua inglesa para crianças de até 6 anos. O dono era brasileiro, mas a família dele tinha se mudado pros Estados Unidos quando ele tinha 7 anos. Ele voltou pro Brasil e abriu essa escola.
O filho dele tinha 2 anos na época que ele trabalhava lá. Ele só falava em inglês com o filho e a esposa dele só falava em português, então quando ele falava com o pai, ele falava em inglês. No começo a criança confunde um pouco, mas com o tempo vai aprendendo em qual situação usar qual língua. Era até bonitinho ele falando comigo misturando os dois idiomas. Às vezes ele pedia "quero water" e às vezes "I want água".

Tem um americano no YouTube que mora no Japão e com a filha dele é a mesma coisa. Ele fala em inglês com ela e ela responde em inglês. Quando ela não sabe como falar em inglês, ela fala em japonês e ele ensina como se fala em inglês. O nome dela é Nina e ela é chou kawaii. O canal dele: http://www.youtube.com/user/geofg

Meri Pellens disse...

O casal desistiu realmente. Só na escola q a menina foi aprender um pouco de novo.

Amiga, te desejo uma Abençoada e Feliz Páscoa!
Que o Senhor te abençoe!
Bjo grande.

Kiyomi, a.k.a. Piggy disse...

Elisa, foi muito bom e certo ter ensinado o seu filho a lingua portuguesa desde cedo. E melhor: com a mae (voce, claro rs). Prova que com persistencia, preserverança e força de vontade de ambos vai longe.
Por isso que te admiro mesmo! De verdade!
Beijao! E boa Pascoa!!

Fernanda Reali disse...

SHOW de post. Sensível, mas com um olhar prático sobre a vida. Amei.

bjs

Elisa no blog disse...

ANDRÉA,
Por favor, me avise quando sair o filme do Chico, obrigada.

LUMA,
Achei interessante o seu relato. Fiquei curiosa e fui ver no Youtube. A menina é uma graça, adorei.

MERI,
Que pena que esse casal desistiu. Espero que tenha passado uma Páscoa feliz.

Elisa no blog disse...

KIYOMI,
Suas palavras me animam bastante e eu tb te admiro muito!

FERNANDA,
Fiquei muito contente com o elogio, estou com um sorriso no rosto.

Vy disse...

Nem sei como cheguei no seu blog, mas cheguei, e gostei muito deste texto, como estudante da terceira lingua me interesso pelos processos cognitivos e sociais aplicados ao aprendizado de novas matérias!

Você tem toda razão e está de parabéns por ter mantido esta porta aberta ao seu filho, de ter ensinado a ele uma segunda lingua que é a lingua dele também, de parte da sua cultura. Não acho que saber mais seja um atraso. Atraso é desistir diante das dificuldades, né? Meu pai só aprendeu português aos 7 anos, na escola, e naquelas, porque morava no sitio e tinha muitas dificuldades. Mas no fim, mesmo que "atrasado" ele se formou numa das melhores universidades, coisa que gente monoglota com a vida muito mais fácil não fez.

Bjos

Marcelo disse...

Olá!!!! Finalmente consegui um contato com vc!!! É o Marcelo Taniguti!! Adorei seu blog, as fotos e o texto sobre as línguas!!! Na minha opinião, os pais devem falar com os filhos na língua materna deles... pq uma língua não serve somente para comunicar palavras, mas também sentimos e intenções... e somente na língua materna é possível comunicar palavras, sentimentos e intenções com veracidade... por mais que uma pessoa domine ou seja fluente em outra língua, a Comunicação não vai a mesma coisa... beijão e saudades!!

Anônimo disse...

Olá Elisa.
Muito legal seu blog. Post muito interessante e de grande valia para quem vive em outro país e tem filhos pequenos que estão sendo alfabetizados e mesmo aculturados digamos assim.
Adorei ver seu blog, ler seu texto e ver as fotos. Puxa! Que saudades!
Morei ai em Yokohama também, em Isogo-KU.
Agora voltando ao assunto de idiomas, de fato, ao ensinar um idioma a alguém, não apenas ensinamos a falar, ensinamos e transmitimos nossa cultura, tanto é, que quando um país domina outro a primeira atitude a ser tomada é a proibição da língua local e a obrigatoridade da aprendizagem e uso da língua do país dominante. A melhor forma de se ensinar uma pessoa a falar fluentemente é sem sobra de dúvidas a conversação que deve ser começada o mais cedo possível, já aos 6 anos de idade, quando o indivíduo tem sua maturidade para o aprendizado da escrita, pode-se haver a alfabetização. Em nós adultos, pela assimilação da língua nativa, e pelos vícios de linguagem o processo se faz mais demorado e complicado, mas também se é possível obvimante, embora a ausência de sotaque estrangeiro seja mais difícil de adquirir. Claro que aprender uma língua no local onde ela é nativa é bem melhor, mas podemos aprender em países onde não é e do mesmo jeito termos fluência e alcançarmos sucesso. Falo isso como professor de Língua Portuguesa e Inglesa aqui no nosso Brasil. Mas confesso que morro de saudades dai.
Mais uma vez, adorei seu blog e a parabenizo, pelo belo texto.
Abraços fortes.

Peter S. Matsumoto

Cecília disse...

Oi,Elisa!
Legal o seu post e as fotos entao!!! Lindas!.
Olha, como vc só falo português com os meus filhos. Moro na Alemanha e meu marido, sendo alemao, só falava com os meninos em sua língua materna e eu no português. Hoje em dia o meu filho mais velho, que tem 16 anos, fala fluentemente alemao e português, além do inglês e um pouco de italiano que aprendeu na escola. Meus filhos viajam sozinhos para o Brasil e visitam os avós, os tios e os primos sem problemas. Devo confessar que o mais novo(11anos) tem mais dificuldades, embora eu só fale português com ele, mas ele fala! Isso é muito importante num mundo globalizado como o nosso! É aquela coisa:"Em terra de cego, quem tem olho é rei!" Muito legal o seu blog.

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