Pular para o conteúdo principal

Nara 2 / 奈良

Este é o templo Shin-Yakushi-Di que fica em Nara. No folheto do templo diz que o estilo é grego. Leitores que estudaram arquitetura, vocês concordam?



Este templo foi construído há 1.300 anos atrás. Muito tempo, não? Hoje é considerado um Kokurô, ou seja Tesouro Nacional. O governo daqui dá esse título para algumas poucas obras de arte daqui. Agora vou contar uma historinha que achei muito bonita e romântica.

Esse templo foi construído pela esposa do Imperador Shomu. O Imperador era jovem mas vivia doente. Então a Imperatriz mandou construir este templo para orar pela melhora dele. Na época o templo tinha muitos outros prédios.

Se fosse nos dias de hoje e o marido estivesse doente, a esposa certamente falaria: -Zé, tá doente? Vá ao médico!

Naquela época a Imperatriz contratou os melhores artistas e arquitetos e construiu esta jóia que dura até hoje. Fiquei refletindo. A gente reclama dos homens, mas será que não falta empenho da nossa parte também? As mulheres que estão lendo vão ficar bravas comigo, acho. Não estou dizendo para ninguém construir templos para o marido, está fora de moda, não?

Talvez o Imperador Shomu fosse um homem sensacional e merecesse. Ele é de uma era antes da era dos samurais. No século 7, os homens japoneses da corte viviam a escrever poesias e mandar cartas de amor para as amadas.


Vocês devem estar se perguntando quem é esse homem bravo. É um dos 12 generais divinos que ficam dentro dessa construção acima. Este é o General Bazara ou Bassara. Pesquisas recentes atestam que quando estava novinho, o General era todo colorido, tinha a cara azul e o cabelo vermelho bem vivo. Muito pop para ser 1.300 anos atrás, não acham?

Este Bassara ficou famoso quando virou selo postal.

Eu coloquei o sr. Bassara aqui para reflexão. Quando as pessoas vão a um templo, elas podem sentir alguma mensagem vinda das estátuas budistas.

O Sr. Bassara está em Nara há tanto tempo, dizem que é quase um milagre que tenha chegado até os dias de hoje. Pois enfrentou guerras, intempéries, etc...

E ele está aí bravo, parece que a dizer algo para nós.

A mensagem que eu queria deixar é que há uma crise mundial atualmente. O Japão já enfrentou muitas crises. Ficou destruído na Segunda Guerra. E o Sr. Bassara parece dizer: -Não deixem a peteca cair! Ou algo parecido.

O que eu sei é que ele vem animando o povo japonês há séculos. E eu estou tendo a sorte de poder mostrá-lo para vocês que moram tão longe.

Ficarei contente se puderem sentir alguma coisa, se ficarem um pouco mais animados.

Comentários

noriko disse…
Oi Elisa, tudo bem?
muito obrigada pela sua informacao. Amanha vou viajar para Kyoto, perto de Nara.
Vou apreciar as outras estatuas buddistas.
Elisa no blog disse…
Oi Noriko, tudo bem?

Vc já foi ao Shin Yakushiji em Nara? Por certo vc conhecia essa estátua dos 12 shinshoo.
Que bom vc vai a Kyoto. Depois me conte. Gosto muito de Kyoto tb.
Boa viagem!
beijos,
Elisa
J.R disse…
Adorei!!!!


"levantem a peteca"


O japão é craque em reconstrução.



bjão.

Postagens mais visitadas deste blog

7. Guêr ou ger, tenda-vivenda da Mongolia

Hoje vou mostrar como se monta uma tenda ou casa mongol. Ela se chama ger (guêr). Construir o ger fazia parte desta nossa viagem.
Na época que eu fui a temperatura estava entre 10 a 15 graus de manhã e a noite. Durante o dia estava entre 20 e 25 graus. Foi agradável e deu para fugir um pouco desse calor infernal que está fazendo no Japão esse ano.
Primeiro coloca-se a porta e estrutura da parede.
Em seguinda monta-se o pilar central dentro do ger. Colocam a base do teto. Olhem que gracinha esse menino no centro da foto.
Não sei se esse garotinho queria ajudar ou brincar, mas lá estava ele escalando a grade.
O esqueleto do ger é coberto com pano e cobertor de lã de camelo.
Cobrem o teto e paredes com tecidos grossos para proteger do frio. O menino ainda está lá.







Cobrem com o tecido branco característico de todos os gers. Meu filho quando pequeno também era assim, queria ajudar em tudo. Aliás, ele ajudou muito para fazer esse ger. E gostou da experiência.
Fiquei refletindo. Nós das cidades quando const…

8. Mongolia: roupas e comida

Hoje vou falar da roupa e comida da Mongólia.
Eu sei que Mongólia tem acento. Mas no título não coloquei de propósito porque assim, podem fazer um hit em inglês e pelo menos poderão ver as fotos. Já com acento acho que não aparecerá nas buscas em inglês.
A roupa que as mulheres estão usando se chama dêr. É longo, quentinho, protege bem do frio.
Com essa roupa as mulheres podem se afastam um pouco do ger (tendas) e vão fazer xixi. Elas se agacham e o dêr cobre tudo. Muito prático. Dá até para andar a cavalo.

A roupa típica dos nômades para homens também se chama dêr. O Dêr dos homens não é estampado como das mulheres. Esses dois homens, o do centro e do lado esquerdo usam dêr cinza com faixas coloridas. O homem da foto abaixo usa dêr azul. Na cabeça usam boné ou chapéu tipo ocidental. Eu acho que chapéu e bonê não combinam com o dêr. Mas o chapéu típico é assim: Imagine a metade de um coco. Em cima do coco, bem no meio fica um chifre comprido com uma bolinha na ponta. É meio esquisito, acho que por i…

Verduras no vapor

Ultimamente tenho usado essa cuscuzeira para cozinhar verduras e legumes. No vapor. Sempre achei que demorava muito para fazer batatas cozidas. Leva todo o tempo de esquentar a água. No vapor vai muito mais rápido. Depois da batata, experimentei cozinhar abóbora como na foto. Deu certo com vagem, espinafre (horensô), batata doce, quiabo, aspargos, etc.
É mais rápido, ecológico e as verduras ficam mais gostosas. Acho que perdem menos nutrientes porque eles não vão embora junto com a água do cozimento. Adoro soluções assim, boas em muitos sentidos.
Comprei essa cuscuzeira em São Paulo. Vc pode encontrar em casas do norte, que são lojas de produtos do nordeste. Lá no nordeste essa panela é muito usada para fazer cuscuz.
No começo eu só usava para fazer cuscuz. Hoje uso também para cozinhar verduras no vapor.