terça-feira, 27 de abril de 2010

Livro sobre TDA


Estou lendo um livro muito interessante
que se chama "Mentes Inquietas"
da autora e médica Ana Beatriz Barbosa Silva.
O livro se trata de pessoas que têm a mente inquieta.
Fala do Transtorno de Déficit de Atenção , TDA.

Segundo a autora são características dos TDAs:
(vou colocar apenas algumas de forma suscinta)

-impulsividade
-hiperfoco
-criatividade
-faz várias coisas ao mesmo tempo e não acaba nenhuma
-há o tipo com hiperatividade e o tipo sem hiperatividade
-pensamentos a mil
-desorganização
-distração
-esquecimento
entre outros...

Acrescentando: Por favor, não vá pensando que é TDA
porque tem um ou dois sintomas citados acima.
A autora mesma diz que qualquer pessoa pode apresentar
um ou outro desses sintomas mesmo sem ser TDA.
Para saber é melhor consultar o médico.

Há pessoas com tendência acentuada e outras com sintomas leves.

Conhece alguém assim? Ou mesmo vc se identificou?
Então leia o livro. Ele pode ajudar a pessoa com TDA a se compreender melhor.
Nesse post não dá para falar do livro todo. Nem poderia para não estragar
a surpresa de quem pretende ler.

domingo, 25 de abril de 2010

Eleições, ginástica aeróbica

ELEIÇÕES
Alguém me perguntou se vou votar por aqui.
Fui transferir meu título de eleitor para o Japão.
Fui ao Consulado com os documentos e o título já está transferido.
Esse ano vou votar para Presidente.
Vou votar no Consulado Brasileiro em Tokyo.
Em outros países não sei, mas quem quiser tranferir o título de eleitor aqui no Japão tem até dia 30 de abril para transferir.
Se não votar no exterior, depois vc justifica e tudo bem.

AERÓBICA
Achei vídeos muito legais de ginástica aeróbica no Youtube.
A academia que eu frequentava fechou, mas eu gosto muito de aeróbica.
Achei vídeos brasileiros e latinos.
Mas gostei muito dos vídeos em inglês.
Mesmo que vc não entenda muito inglês, tudo bem. É só seguir os movimentos
dos instrutores. Fiz anos de aeróbica, tive vários professores. Por isso notei que
em geral os instrutores que achamos no Youtube são muito bons.
Os vídeos são curtos, mas vc pode ir experimentando vários.
É bom porque não precisamos sair de casa nem pagar academia.
Vc pode fazer nos horários livres.
Só não vai dar para fazer se vc acessa internet só em Lan House.
Instruções:
Escreva aerobics, easy aerobics na busca do Youtube e bons exercícios.

Mas se vc estiver fora de forma, cuidado. Inicialmente vá tentando os mais fáceis e menos puxados.

Depois me conte o que achou.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Eu gosto de acarajé

Graças a Deus, eu como de tudo, mas tem algumas coisas que gosto mais.
Acarajé é uma delas. Vocês que não são da Bahia,
já experimentaram?
É dos deuses.
Enfim consegui fazer. Achei que seria impossível
fazer acarajé aqui no Japão.
Ganhei a farinha de uma amiga.
Fiz o vatapá, que é o recheio que vai dentro.
Peguei as receitas no site Tudo Gostoso.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Google Chrome


Há tempos queria fazer esse post sobre o Google Chrome.
Acho que pouca gente usa.
Eu usava o Internet Explorer e depois o Modzilla Firefox.
Até que gostava dos dois, mas depois que comecei a usar o Google Chrome,
não quero mais usar os outros.
É bom para quem tem blog no blogspot, facilita muito tudo o que é feito no blog.
Para quem não tem blog também é muito bom.
Para usar é só entrar colocar Google Chrome e fazer o download. É grátis.
Acho legal a página inicial onde aparecem vários quadrinhos
dos sites que vc mais acessa.
Acho prático também porque vc pode abrir vários sites de uma vez.
Para isso não é necessário usar a setinha para voltar ou avançar.
Ficam todos alinhados na linha superior da tela.
É prático também para fazer copy paste em e-mails ou no blog.
sei que pouca gente usa porque tenho um widget no blog chamado
Live Traffic Feed e lá dá para ver qual o browser os visitantes
estão usando. A maioria usa outros. Mas vejo que aumenta o número
de pessoas que usa o Google Chrome.
Vc pode tentar, experimentar e se não gostar voltar para o seu antigo.
Não estou ganhando nada pela propaganda, mas garanto que há muitas vantagens.

Vendo assim, eu falando de browser, widget, até parece que entendo muito de computador. Mas não é nada disso. Apenas sei o que uso e preciso, mas procuro sempre aprender coisas novas.

Gostaria de desejar Feliz Aniversário para a mãe da Mônica,
Andréa e Marília Paiva. Elas 3 tem blogs muito aconchegantes e cheios de amor.
O aniversário é dia 20 de abril. Elas estão viajando, mas
fica o registro aqui. Parabéns!


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Katsu-ura


Agradeço os comentários de coração.
Mas não estou conseguindo responder os comentários passados, desculpe.
Estou fazendo o que eu posso.
Resolvi fazer um post novo hoje.

No sábado passado e domingo fomos
a uma cidade costeira chamada Katsu-ura.
Fica na Província de Chiba (Tiba),
perto de Tokyo.



Na foto acima uma prainha em Katsu-ura.
A cidade é pequena mas muito simpática.



A foto acima não é de aquário.
Tem um observatório no fundo do mar em Katsu-ura.
Atravessamos uma ponte, descemos escadas e podemos ver
os peixes assim.
Já vi peixes em aquários grandes, mas é muito diferente
ver no fundo do mar. As águas se movem
e os peixinhos vão junto fazendo um movimento
de vai e vem. Esse movimento não existe em aquário.

Tinha muitas crianças lá e elas gritavam
sem parar de tão contentes.
Recomendo para quem tem filhos pequenos
ou não tão pequenos também.


O hotel era interessante. Reformaram um prédio de apartamentos
e fizeram um hotel. Por isso os quartos são grandes.
Tinha onsen (on-sen), termas quentes também.




Este é um café da manhã japonês.
Tem arroz, sopa de missô, peixe, ovo doce, etc.
Conheciam?
Quando vi pela primeira vez levei um susto.


Este é o jantar. Tinha muitas outras coisas,
mas não coube na foto.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sakurá, flores de cerejeira, cherry blossoms




Uma das coisas mais bonitas do Japão
na minha humilde opinião é a época do sakurá.
Das flores de cerejeira e do hanami (ver as flores).

Esse ano fui a Tokyo ver sakurá em
Chidorigafuchi (Tidori ga Futi).
Aqui se forma um túnel de sakurá.

Fica num parque, não sei explicar bem, mas
fica ao lado do Palácio Imperial, do lado oposto.

É costume fazer picnic embaixo das cerejeiras,
mas achei que estaria muito cheio de gente,
por isso não fiz picnic.

Obrigada Cláudia por me aprensentar
um lugar tão lindo.
Este post é um presente para vocês
que acompanham este blog.


Tinha tantas tantas árvores e flores
que fiquei boquiaberta.

As pessoas podem passear de barco.




Depois do passeio fui ao Café Três que já apresentei aqui no blog.
Escolhi um prato combinado de spaghetti e sanduíche e salada.
Muito bom.

O Sakurá dura pouco, de 7 a 10 dias.
Esse ano já está acabando em Tokyo e Yokohama.

sábado, 3 de abril de 2010

Feliz Páscoa 2010




Desejo Feliz Páscoa a todos.
Que esse dia seja um dia iluminado de muita união dentro de sua família.
No Japão não se comemora a Páscoa.
Ou melhor, comemoram os católicos e protestantes.
Mas a maioria da população nem sabe dessa data.
Não há ovos de Páscoa de chocolate sendo vendidos.
Encontrei alguns importados do Brasil
na lojinha de produtos brasileiros.
Meu irmão e cunhada enviaram um ovo de Páscoa de uma loja
de Paris. Eles moram no Brasil, acharam na internet
do Japão e enviaram para mim.
Obrigada.

Gente, é por pouco tempo, os sakurás só duram
cerca de uma semana. Peço que aguentem
o repeteco já mostrei sakurás no post passado,
mas é muito bonito.
Tirei essas fotos perto de casa.



Há sakurá no Japão todo, mas vou mostrar
da cidade de Yokohama onde moro.

Essa rua se chama Sakurá Miti (rua das flores de cerejeira).
Seguindo direto, virando à direita
logo, logo é onde moro.



Mudando de assunto, enviei esses presentes
para minha cunhada que mora em Nagoya.
Comprei várias coisinhas na loja IKEA.
É uma ideia de presentes variados.


Coloquei tudo numa bela caixa também da IKEA.
Achei simpático escrever para que servem
essas coisinhas. Amarrei com fitas coloridas.
Não é inflação, é o oposto, o Japão vive hoje
um período de Deflação. Ou seja, os preços
estão caindo. A loja IKEA já era barata,
mas tudo isso custou menos de 60 Reais.
Verdade.

segunda-feira, 29 de março de 2010

como ensinar português e japonês ao seu filho



Adendo: se a leitora Mika que tem uma filha de dois anos estiver lendo,
gostaria de responder as perguntas por e-mail.
Meu e-mail é bom.pink1@gmail.com
que está tb do lado direito, perto do meu perfil.

Chegou a época do sakurá, flores de cerejeira no Japão.
Esse tipo floresce antes do tipo cor-de-rosa mais clarinho.
Tirei essas fotos num parque perto de casa.




Gosto delas assim de perto também.

Mas esse ano continua muito frio, ontem até nevou
um pouquinho em Yokohama.




O texto de hoje é um pouco longo, mas peço para lerem com cuidado. Principalmente se vc mora no Japão e tem filhos pequenos. Pode ir lendo aos poucos, ler outros blogs e voltar.

Tem duas coisas que me marcaram.
A primeira foi uma francesa casada com japonês. O filho dela na época tinha 5 anos e essa mãe falava só francês com ele. Perguntei como e porque ela fazia isso. Ela respondeu que não tem com quem falar francês no Japão, então fala com o filho, assim ele vai aprendendo. Era uma gracinha, falava francês. Minha impressão: falando uma língua em casa, no caso dela francês, a criança aprende e fala, mesmo que seja só ela a falar francês. Conclusão: achei que poderia fazer o mesmo com o português quando tivesse filho.

A segunda foi a seguinte: uma família de descendentes de japoneses que conheci aqui o Japão.
Tinha avó, mãe e um filho de 10 anos. A mãe não falava bem japonês, mas o filho era fluentíssimo.
Na escola dele me contaram que ele veio pequeno para o Japão e estudou a vida toda em escola japonesa. Daí tirei a conclusão de que independente da língua que se fala em casa, se estiver frequentando escola japonesa, a criança vai falar bem japonês.

A partir daqui começo a contar a experiência que tive com meu filho intercalada com outras ideias. Experiência na qual os dois fatos acima foram muito importantes.

Eu sabia que indo à escola japonesa, meu filho aprenderia japonês naturalmente. Por isso decidi falar somente português com meu filho, desde que ele nasceu. Sempre conversei em português, lia livros infantis em português. Falava brincando para ele: -Para vc eu não sei japonês, só sei português - e me mantive firme.

Hoje ele está com 13 anos. É fluente em japonês e português. Lê, fala e escreve ambas as línguas.
Se eu tivesse falado só japonês em casa ele não teria aprendido português. Eu não queria de jeito nenhum fechar uma porta para o meu filho. Senti que se não ensinasse o português estaria fechando uma porta. Quanto mais línguas souber, acho que será melhor para o seu futuro.

Vejo muitas famílias não-japonesas que só falam japonês com os filhos. Por exemplo: nunca vi nenhuma filipina ensinar a língua deles para os filhos. Mesmo falando mal japonês, só falam japonês. Por outro lado, todas as francesas que conheci sempre falam francês com os filhos. Os americanos e ingleses também sempre falam inglês com os filhos, mesmo vivendo no Japão.

Aqui é uma teoria minha, teoria seria exagerado, mas um pensamento meu: Reparei que as pessoas que tem orgulho do seu país e da sua cultura ensinam a língua para os filhos. Caso dos franceses, americanos e ingleses. Eu também, porque tenho orgulho de ser brasileira, amo e acho linda a língua portuguesa.

Não posso dizer com máxima certeza, mas tenho a impressão que as filipinas tem vergonha do seu país e ao mesmo tempo acham o Japão o máximo, por isso falam só japonês com os filhos.


Acho também que a língua carrega consigo a cultura do país. Se não falasse português com meu filho ele não saberia como é a cultura brasileira. Os brasileirinhos que só falam japonês não sabem como é a cultura do Brasil.

Esse é um caso a parte, mas conheci uma brasileira nissei que demonstrava orgulho por seus filhos só falarem inglês e quase nada de português. Ela falava sorrindo e com muito orgulho que seus filhos não conseguiam se comunicar com os parentes quando iam ao Brasil. Sem comentários.

Peço aos brasileiros que vivem no Japão que pelo menos conversem com seus filhos em português. Senão, um dia vc só vai conseguir falar coisas básicas com ele em japonês. Discussões mais difíceis ou falar de seus sentimentos ficará muito díficil. Falta de tempo não é desculpa. Perceba que vc está tirando uma oportunidade da vida dele. Como será se um dia vc voltar ao Brasil e seu filho não dominar a língua portuguesa? Por outro lado, se pretende viver no Japão, é essencial que vc e seu filho aprendam o japonês. A vida dos dekassêguis tomou outros rumos. O ideal seria aprender ambas as línguas. Sem se esquecer do inglês. Quem não domina o inglês hoje em dia, é um analfabeto em nível mundial. Desculpe a sinceridade, mas quando vc sai do eixo Brasil-Japão essa é a realidade. O inglês ajuda muito a se comunicar com quem quer que seja. Mas o inglês não faz parte da discussão de hoje.

Talvez seja só impressão, mas reparei que pessoas com escolaridade mais alta ensinam mais de duas línguas para os filhos. Já as pessoas de escolaridade mais baixa só ensinam uma. As causas podem ser tão diversas que renderiam um novo post.

No começo talvez eles vão misturar tudo. A idade crítica é 7 anos. As crianças bilingues podem ficar um pouco mais atrasadas que aquelas que só vivem com uma língua. Na classe do meu filho no primeiro ano da escola primária tinha uma americana, um inglês, os 3 não falavam tão bem japonês nem inglês e português quanto crianças da mesma idade com uma só língua. Mas é preciso ter em vista que estão aprendendo duas línguas. Eu tive paciência e segui em frente. Hoje ele é fluente nas duas. Crianças bilingues ficam um pouco mais atrasadas, se atrapalham, mas tendo paciência e com um olhar no futuro, elas terão sucesso. Acho que não é bom desistir só porque estão um pouco atrasados ou confundindo as línguas. Lá pelos 10 anos de idade elas alcançam as outras e podem ir até melhor na escola que os outros. Muitos pais ficam desesperados porque comparam seus filhos aos monoglotas, mas isso não faz muito sentido.

É preciso ter método, acompanhar os estudos, tentar aumentar o vocabulário nas duas línguas, ensinar e aprender brincando. Assim deu certo para mim e meu filho. A maior alegria é poder se comunicar com japoneses e brasileiros da mesma maneira.

Meu filho não tem sotaque de gringo. Isso é estranho porque a maioria das crianças brasileiras ( bilingues ou trilingues) criadas fora do Brasil pegam sim, sotaque de gringo. Pegam vários sotaques: de americano, sueco, alemão, japonês, etc...
Eu até vi um blog muito engraçado.
A família é brasileira e mora há anos nos EUA. Ela mostra um vídeo com o filho de 8 anos que é uma graça e tinha o título de -meu filho fala como gringo (ou coisa parecida)-
Brasileiros que já viram muitos desses casos ficam intrigados e me perguntam como é que eu fiz para meu filho não ter sotaque de gringo. Sinceramente não sei. Muito contato com a língua talvez. Eu posso dizer como fiz para ele ser fluente em português, mas o sotaque não sei. rsrs
Já sei, vou perguntar para ele mesmo.
Conheci uma sansei que morava no Japão e falava só japonês com a filha. Porém essa mãe treinava as sílabas la-le-li-lo-lu com a filha de 8 anos porque elas não existem em japonês. Acho uma forma interessante para minimizar o problema do sotaque de gringo. Para as crianças que moram nos EUA seria bom treinar o ão de pão, São Paulo. Senão eles falarão: sao, pao.

Há muito que gostaria de escrever ainda, mas hoje ficarei por aqui.
Obrigada por chegar até aqui.


quinta-feira, 25 de março de 2010

Instituição para jovens infratores no Japão


Muito obrigada pelos comentários no post anterior sobre crianças no Japão. Antes de escrever sobre a experiência com meu filho, gostaria de escrever sobre os reformatórios, ou as FEBEMs do Japão. Talvez esse post deixe vocês tristes, mas é a realidade e se servir de alerta, será algo positivo.

Aqui os reformatórios para jovens se chamam Shonen-in. Traduziria como instituição para jovens ou adolescentes, acho que não há tradução exata. Reformatório também não é adequado porque dá uma conotação ocidental e muito antiga. Também é diferente das aFEBEMs do Brasil. Por isso neste texto chamarei de shonen-in.

Os shonen-ins do Japão são mais parecidos com prisões para adultos. Tendo em vista que as prisões daqui são limpas, organizadas e a disciplina é extremamente rígida. Os shonen-ins são adaptados para reintroduzir os jovens na sociedade japonesa.


Esta foto acima vem da mesma matéria do jornal do post anterior.
Traduzindo está escrito: Aprendi o idioma japonês no shonen-in

Sempre pensei que os shonen-ins fossem para adolescentes de até 18 anos, mas aqui contam a história de um rapaz brasileiro de 19 anos.

No shonen-in de Kanagawa-ken, Yokosuka, Kurihama, ele frequenta as aulas de japonês junto com outros 5 brasileiros, 1 boliviano e 4 filipinos internos.

Ele chegou ao Japão com 12 anos para viver com seu pai dekassêgui. Foi à escola mas não entendia nada e largou a escola depois de 8 meses. Retornou ao Brasil, depois voltou de novo ao Japão com 15 anos. Começou a trabalhar numa fábrica de auto-peças e vivia sozinho.

Em 2008 convidado por amigos nikkeis (brasileiros descendentes de japoneses), começou a roubar GPS de dentro dos carros quebrando os vidros. Foi pego depois de 1 ano e enviado ao shonen-in.

Ali o rapaz começou a aprender japonês. O shonen-in de Kurihama é o único do país que ensina japonês aos internos. Essa inciativa começou em 1993 quando os diretores perceberam que os jovens estrangeiros deveriam aprender japonês para se integrarem à sociedade. Senão, quando soltos, poderiam voltam a cometer os mesmos delitos.

Fiquei chocada: dos 300 estrangeiros que passaram pela instituição, 80% eram brasileiros.


Na foto acima , o rapaz escreve seu diário em japonês. Já consegue escrever kanjis.
Quando chegou, o rapaz só sabia dizer: Kon-niti-wa (boa tarde), Kon-ban-wa (boa noite) em japonês.
Com as aulas, em menos de um ano, já consegue falar e escrever kanjis até a sexta série.
A professora voluntária disse: "Fico com tanta pena, será que não ensinaram direito na escola?"

Com 285 dias no shonen-in ele escreveu em japonês: "Quero ajudar meu pai. A família é muito importante para mim. Minha vida começa agora."

Anos atrás, li uma reportagem sobre uma diretora da FEBEM no Brasil. Dizia ela: "Não entendo como possam existir tantos brasileiros descendentes de japoneses nos shonen-ins do Japão. Aqui na Febem de São Paulo, temos centenas de internos mas nenhum sequer descendente de japoneses."
Este fato é triste e preocupante.


Gostaria de contar sobre como meu filho aprendeu português e japonês num outro post.

Mas nem tudo são tristezas e o Alexandre Mauj fez um post excelente sobre crianças brasileiras morando no exterior no seu blog Lost in Japan.
Aqui está o link:




Ikebana e rouketsu-zome

Minha avó Tokie Fujii tinha por hobby 生花 (ikebana) e 臈纈染(ろうけつぞめ- pintura em couro utilizando cera) A parte do assento do banquinho do piano ...